Letras Ambientais vence etapa estadual do Prêmio CONFAP de jornalismo científico



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O Letras Ambientais foi selecionado na etapa estadual da 3ª edição do Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação “Johanna Döbereiner”, com inscrição na categoria “Profissional de Comunicação”.

A reportagem “Pesquisa identifica pela primeira vez regiões áridas no Nordeste brasileiro”, de autoria da jornalista Catarina Buriti, foi selecionada pela Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq). Graduada em Comunicação Social, com Doutorado em Recursos Naturais, ela possui mais de 15 anos de experiência com jornalismo científico. A partir de agora, a matéria vai concorrer na etapa nacional da Chamada Pública.

Um dos focos da reportagem foi abordar a recente descoberta científica do pesquisador Humberto Barbosa, fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), que colaborou com a matéria selecionada. Na pesquisa, ele identificou que as áreas áridas e semiáridas do Nordeste brasileiro se expandiram, nos últimos 20 anos, e que as áreas degradadas já reduzem nuvens de chuva na região. 

A reportagem também abordou os resultados da Auditoria operacional coordenada pelos tribunais de contas do Nordeste, para fiscalizar e cobrar políticas de combate à desertificação. Os resultados foram discutidos durante o Seminário de Políticas Públicas para Desertificação, realizado pelo Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), nos últimos dias 06 e 07 de novembro deste ano.

A chamada pública é promovida pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), uma organização sem fins lucrativos que articula 27 agências de fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação no Brasil. Um dos objetivos do Prêmio é reconhecer profissionais que, por meio do jornalismo científico, tenham contribuído para aproximar a ciência, tecnologia e inovação da sociedade.

>> Leia também: Entenda em 7 pontos o surgimento de áreas áridas no Brasil

Comunicação para combate à desertificação

Áreas desertificadas nos Cariris paraibanos

Áreas desertificadas nos Cariris paraibanos já consideradas áridas.

O Letras Ambientais é um Instituto especializado em informação ambiental e climática, orientada por dados de satélite. Criado em 2020, tem como principal missão aprofundar e contextualizar temas complexos da área de ciências ambientais e climáticas, gerando informação qualificada e acessível à população.

A produção jornalística do Letras Ambientais considera que a conservação ambiental e a adaptação à emergência climática se tornaram pilares para a promoção do desenvolvimento e a elaboração de políticas nessa área. Por essa razão, leva em conta que o conhecimento científico popularizado é base fundamental para a participação qualificada da sociedade civil.

O combate à expansão da desertificação e das áreas áridas ou semiáridas passa pelas estratégias de conservação ambiental (dos solos, da vegetação da caatinga, da biodiversidade e das águas). Mas isso só será possível a partir da articulação entre ciência, política e sociedade/cidadãos.

“Essa é a importância estratégica de divulgar amplamente o problema da degradação das terras, sob a perspectiva do jornalismo científico. Esse enfoque permite destacar o avanço da ciência, a construção de novas metodologias, os desafios ainda sem respostas da ciência e os impactos para a sociedade”, completa Catarina.

>> Leia também: El Niño e Planeta mais quente podem trazer seca incomum à Amazônia em 2023

Divulgação científica para adaptação è emergência climática

Imagens sugerem redução nas nuvens de chuva no Nordeste (áreas em laranja). Fonte: Lapis.

Pesquisa do Lapis identificou redução das nuvens de chuva no Nordeste. Fonte: Lapis.

Diante da situação dramática de piora na desertificação e degradação das terras no Semiárido brasileiro, a reportagem contribui para alertar e qualificar a sociedade civil, comunicadores populares, gestores de políticas e tomadores de decisão, sobre a gravidade do risco de expansão das áreas áridas e semiáridas no Brasil.

De acordo com a jornalista Catarina Buriti, até recentemente, não se sabia que a região já possui áreas severamente degradadas, consideradas áridas. Por essa razão, aprofundar esse tema para os cidadãos, explicar a complexidade e os riscos que isso implica, especialmente no contexto da emergência climática, do aumento das secas e da desertificação, é extremamente relevante.

“Divulgar esse tema é estratégico para promover a conservação ambiental, a adaptação à mudança climática, a ampliação das políticas de adaptação à seca e o desenvolvimento sustentável da região”, completa Catarina.

COMO CITAR ESTE ARTIGO:

LETRAS AMBIENTAIS. [Título do artigo]. ISSN 2674-760X. Acessado em: [Data do acesso]. Disponível em: [Link do artigo].

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