Mapas atualizam situação climática nas regiões agrícolas brasileiras


Imagem do satélite GOES-16 mostra cavado sobre o Nordeste. Fonte: Lapis.


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Neste post, vamos analisar a atual situação climática nas regiões brasileiras, a partir de mapas. Processados no software livre QGIS, os mapas são resultado do monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis).

Vamos começar analisando o mapa da intensidade da seca. Com essa ferramenta, é possível se manter atualizado sobre os volumes de chuva, em qualquer área do território brasileiro, durante todo o mês de julho.

De acordo com o mapa acima, no período de 01 a 31 de julho deste ano, grande parte do Nordeste e do extremo Norte do Brasil teve registro de chuvas acima da média histórica. Tocantins e o extremo sul do Rio Grande do Sul também recebeu volumes de chuva acima da média (áreas em azul e roxo, no mapa).

No sentido transversal do mapa do Brasil, que vai desde o Mato Grosso até Minas Gerais, houve chuvas em torno da média (áreas em branco). Nas demais áreas do País, houve predomínio de seca fraca ou moderada.

Essa condição predominou no sul do Amazonas, Pará, Rondônia, além do Centro-Sul, desde o Mato Grosso do Sul, passando por São Paulo e Rio de Janeiro até grande parte do Sul brasileiro.

Esse produto de satélite, processado no software QGIS, é essencial para a orientação agrometeorológica, sendo decisivo para o planejamento e tomada de decisão na produção agrícola. É mais um dos produtos de satélites que fazem parte do portfólio de monitoramento do Laboratório Lapis.

O mapa pode ser utilizado juntamente com outros mapas semanais da cobertura vegetal, umidade do solo e precipitação, um conjunto de imagens aplicadas à análise de variáveis agrometeorológicas.

O mapa da intensidade da seca foi processado no QGIS, a partir de dados do produto Climate Hazards Group InfraRed Precipitation with Station data (CHIRPS), por meio do cálculo do Índice de Precipitação Padronizado (SPI).

Para saber mais sobre esse e outros indicadores ambientais e agrometeorológicos, que fazem parte do portfólio de produtos de satélites do Laboratório Lapis, baixe nosso e-book gratuito "Como dominar o QGIS".

>> Leia também: Cresce número de municípios que enfrentam seca no Brasil

Mapa mostra situação da umidade do solo nas regiões agrícolas brasileiras

O mapa do percentual de umidade do solo, processado no QGIS com dados do satélite Soil Moisture and Ocean Salinity (SMOS), foi atualizado no dia 31 de julho.

A umidade do solo se refere à quantidade de água contida no solo, a uma profundidade de até 5 cm, sendo um dos mais importantes indicadores agrometeorológicos. O minissatélite SMOS abriu novas perspectivas para monitorar os efeitos das secas, em grandes áreas agrícolas.

O destaque deste mapa é o alto nível de umidade do solo, na porção norte do Nordeste brasileiro, desde Alagoas até o norte do Maranhão, além do norte do Pará e no Amapá.

No estado do Amazonas, Acre, Rondônia e grande parte do Pará, a umidade do solo continua baixa, indicando situação de estiagem e estresse hídrico. No Centro-Sul, a estiagem também afeta desde o Mato Grosso do Sul e grande parte da região Sudeste até o Sul do País. A seca também tem atingido fortemente países vizinhos do Brasil, como Bolívia, Paraguai e Argentina.

Esse mapa da umidade do solo, processado no software QGIS, é um dos indicadores que fornecem, com maior agilidade, uma radiografia da situação da umidade do solo nas regiões brasileiras, sendo fundamental para o planejamento agrícola.

A imagem de satélite foi gerada com uso do método de geoprocessamento “Mapa da Mina”, do Laboratório Lapis. Para aprender a gerar este e outros tipos de mapa de monitoramento, assista a esta apresentação sobre o método usado em nosso Curso online de QGIS.

O mapa da umidade do solo é um indicador fundamental para monitorar secas agrícolas. Atualmente, estimativas baseadas em dados de satélites são utilizadas para detectar regiões afetadas por secas, com a vantagem da sua ampla distribuição e cobertura espacial, bem como da disponibilidade temporal de dados.

>> Leia também: Secas e desmatamento aceleraram degradação das terras na Amazônia nas últimas décadas

Por que tanta chuva no Nordeste em pleno mês de agosto?

As chuvas que têm caído sobre o leste e o interior do Nordeste brasileiro, desde o último dia 03 de agosto, ocorrem em razão da presença de um cavado em superfície. A imagem acima, do satélite Meteosat-11, mostra o sistema atuando sobre a região.

Cavado é uma região de alongamento de uma baixa pressão em superfície, não fechada, que facilita a instabilidade do ar e leva à formação de nuvens.

Outro fator que tem influenciado nas chuvas é a temperatura mais aquecida das águas do oceano Atlântico, criando áreas de instabilidade (veja o mapa acima). Efeitos locais também influenciam na precipitação, como sistema de brisa, temperatura, umidade e relevo.

>> Leia também: Como o Atlântico favorece as chuvas no Nordeste?

Mapas comparam cobertura vegetal do Semiárido com mesmo período do ano passado

Vamos analisar a imagem de satélite da cobertura vegetal do Semiárido brasileiro, a partir do mapa semanal atualizado, em comparação com o mapa do mesmo período do ano passado.

O que há de comum nos dois mapas? O predomínio da seca em grande parte do Semiárido brasileiro, sobretudo na área central e oeste da região.

O que há de diferente entre as duas imagens de satélites? A análise dos mapas permite observar como no ano passado, nesse mesmo período, a porção norte do Nordeste brasileiro já estava bastante seca. Já atualmente, essa área está mais verde, desde Sergipe até o Ceará.

Esses mapas foram processados no software QGIS, com uso do método “Mapa da Mina”, do Laboratório Lapis. Para conhecer o método, baixe o e-book gratuito “Como dominar o QGIS”.

Agora, conta para a gente: você mora na área que está mais verde ou mais seca no Semiárido brasileiro?

Mais informações

Os mapas/indicadores utilizados neste post fazem parte do portfólio de produtos de satélites, do Laboratório Lapis. Para aprender a dominar o QGIS, do básico ao avançado, com habilidades para processar imagens de satélites como essas, participe do Curso de QGIS “Mapa da Mina”.

Clique neste link e conheça o método de geoprocessamento do Lapis, usado no treinamento 100% prático.

COMO CITAR ESTE ARTIGO:

LETRAS AMBIENTAIS. [Título do artigo]. ISSN 2674-760X. Acessado em: [Data do acesso]. Disponível em: [Link do artigo].

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